O que aprendi em workshops de programação, que não é exatamente programação

by leonardo. Jun 27, 2017 11:14.

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1. Pato de Borracha ou "Rubber ducking"

O pato de borracha é uma técnica de depuração descrita pela primeira vez no livro The Pragmatic Programmer (Programador Pragmático) de Andy Hunt e Dave Thomas. Um programador é encorajado a fazer depuração explicando seu código, linha por linha, a um pato de borracha. A experiência de explicar o que o código deve fazer ao observar o que o código realmente faz é uma excelente ferramenta de resolução de problemas. Isso força o programador a identificar o ponto em que seu código não está fazendo o que ele quer que ele faça. Isso transforma os momentos de stress em momentos de aha! Brilhante.

Como David Hayes explicou em seu artigo, duas coisas acontecem quando você usa a técnica. Primeiro, você desacelera e observa as coisas de forma mais clara e completa, à medida que os humanos pensam mais rápido do que falam. Em segundo lugar, você assume inerentemente que seu pato é mais ignorante do que você. Somando ambos os fatores voce naturalmente obrigou-se a ser mais preciso, mas também a prestar mais atenção às coisas que você não considerou anteriormente. É nesse momento que, você descobrirá erros em seu raciocínio ou lógica.

E esta é a razão pela qual as comunidades de programadores, como o Stack Exchange, exigem que os membros coloquem mais esforço por trás da formulação de perguntas, pois descobriram que esse processo realmente ajuda esses mesmos membros a descobrirem as respostas que estão perguntando.

2. Técnica Pomodoro

O Pomodoro é um método de gestão do tempo desenvolvido por Francesco Cirillo no final da década de 1980, e funciona assim: você quebra seu trabalho em tarefas, trabalha intensamente durante 25 minutos e faz uma pausa de 5 minutos... repetindo os passos por quatro vezes e após o quarto round, tire uma pausa maior de 15 a 30 minutos e volte a repetir os passos.

É chamada pomodoro - tomate em italiano - porque o inventor usou um temporizador de cozimento em forma de tomate quando ele inventou a técnica.

Esta técnica simples, porém eficaz, me foi apresentada em um dos bootcamps que participei e após pensar um pouco não foi difícil entender as razoes pela qual ela funciona, dentre elas: dedicar tempo para planejar, diminuir as distrações, reduzir o desgaste mental através do uso de pausas e minimizar a procrastinação.

3. Programação em par

A programação de par é uma prática de desenvolvimento em que dois programadores trabalham juntos em uma única estação de trabalho. Eles combinam os papéis de "driver" e "navegador". O "driver" lida com o teclado e o mouse e foca nos problemas táticos em mãos ao explicar o código que escreve. Enquanto o "navegador" observa erros e fornece orientação estratégica para o "driver". Estudos demonstraram que, embora a programação de par, em média, aumenta as horas-homem necessárias para gerar código, aumenta a qualidade do código e resulta em economia de custos uma vez que evitam defeitos de código.

Os usuários dessa técnica também relataram maior satisfação no trabalho após engajarem na programação de par. Se os pares trocam de papel regularmente e se comunicam abertamente, como deveriam, a prática contribui para o aumento da aprendizagem e a capacitação efetiva de time.

Há algumas armadilhas a serem observadas: a principal é o desgaste, muitas vezes resultante da falta de comunicação ou sintonia entre os membros. Outro aspecto importante é que a programação de par não deve ser uma relação professor-aluno. Apesar dos níveis de experiência, esses devem se sentir como iguais ao trabalhar em conjunto.

4. Friday Feelings ou "Sexta Sentimental"

A técnica consiste em todas as tardes de sexta-feira reunir a equipe para um bate papo, onde todos são bem vindos a discutir o que ocorreu durante a semana. Isso permite a todos a oportunidade de compartilhar com o grupo suas experiências, desafios e soluções adotadas.

Interessante pensar que tais reuniões em círculo são uma tradição de comunidades indígenas da América do Norte. Elas dão a oportunidade para que os membros da tribo sejam ouvidos, respeitados e valorizados enquanto expressam suas opiniões.

De forma semelhante a técnica é empregada para equipes de desenvolvimento. Onde uma reunião ocorre ao final de um ciclo de projeto entre duas semanas a um mês, durante o qual os membros refletem sobre o que aconteceu e identificam áreas para melhoria. Assim como nas reuniões em círculo é necessária uma atmosfera de confiança, honestidade e respeito para que cada membro se sinta confortável para se abrir.

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